domingo, 29 de maio de 2011

Brasil pré-desenvolvido, pré-cozido, pré-aquecido.

Com certeza você já deve ter consumido algum produto pré-aquecido ou pré-cozido, hoje em dia vão desde de macarrão instantâneo à feijoada. Se você também já consumiu já deve ter percebido que é impossível comer macarrão pré-cozido, pra comer qualquer coisa ela deve estar totalmente preparada.

Pois bem, o que tem isso a ver com o Brasil? Ora, outro dia me deparei com a foto do Cacique Raoni chorando ao saber da liberação da construção da barragem de Belo Monte, pra quem não sabe, a usina de hidrelétrica de Belo Monte tem como objetivo gerar energia para sustentar o desenvolvimento da nossa amada nação pré-desenvolvida. Ela vai ser os três minutinhos que precisamos para acabar de preparar a comida pré-cozida (blerrrrgggg).

Quis usar Belo Monte somente como exemplo, porque se eu fosse listar os absurdos do país pré-desenvolvido sei lá onde ia parar. Quem me conhece e convive comigo, sabe que meu nome é de índio, que não é um apelido, foi me dado orgulhosamente pelo meu pai que admirava os índios, meu pai que me ensinou que os verdadeiros heróis eram o curupira e o boitatá, que são protetores da floresta, não Batman, nem Super-homem que defendem o pior do pior do capitalismo.

Brasil, o país pré-desenvolvido, é isso mesmo! Se eu fosse índio, vindo do Xingu, ficaria abismado com este país, marcha da maconha, um vídeo para ensinar crianças sobre como devem se comportar na intimidade, craque e oxi matando a torto e a direito, ar fétido poluído, gente que se esfrega em qualquer lugar como fazem os bichos da floresta, uns roubando e outros aceitando serem roubados em nome de Deus, etc, etc, etc,. Pois é, eu se fosse um índio que chegasse peladão na cidade ia ficar assustado com tanta falta de pudor do homem “civilizado”. Seria eu um índio Potiguara, guerreiro valente que já travou várias guerras em defesa de seu povo, entenderia eu como qualquer outro índio que o Evangelho é bom, mas que o povo que o professa muitas vezes não o vive, entenderia tudo que o Apóstolo Paulo diz sobre o amor e teria a certeza de não ter minha casta nudez e meu adornos proibidos por ele.

Sim, fosse eu um bravo índio Potiguara ou de qualquer outra etnia, ficaria assustado com um povo que luta pra curtir uma larica enquanto as crianças morrem dentro e fora das aldeias deste país, ficaria com a preocupação pela distribuição de um kit que ensina que uns estão mais certos que os outros. Eu guerreiro dos potiguara, que muitas vezes me isolei na intimidade da floresta, que aprendi a respeitar os mais velhos, a tratar criança como criança, mulher como mulher, homem como homem e animal como animal, todos com respeito e sabendo que cada um é um, ficaria abismado com o país que faz protestos por direitos individuais e que se esqueceu totalmente da coletividade. Eu guerreiro potiguara, nasci e cresci para defender toda uma tribo, ficaria assustado com um país onde se morre em filas de hospitais, sem que ninguém se revolte e se faz marchas a favor do só se beneficia um indivíduo.

Sinceramente, um bravo guerreiro saudável indígena, ficaria assustado em ver um país que quer sediar olimpíadas e copa do mundo enquanto as drogas matam a nação.

É muita falta de pudor, é muita falta de vergonha. Tanta discussão pra liberar isso e aquilo, não existe hoje um projeto de vida para os cidadãos brasileiros, existe um projeto de morte, regada a craque, cachaça, maconha e uma sexualidade que já não fica mais dentro da intimidade das pessoas, sejam elas heterossexuais, homossexuais ou sei lá o que.

Este é país pré-desenvolvido, tá quase prontinho, mas ainda é intragável. É triste, tenho saudade do meu pai, tenho saudade do Brasil, amo esta terra, a gente desta terra, mas é triste que estejamos deixando de ser brasileiros.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Gigante da colina está virando um anão?

vasco1

Quando comecei a escrever este post, pensei em colocar o escudo de cabeça pra baixo, em sinal de protesto, porém, o Vasco não merece isso, não merece o time que atualmente tem carregado esse no peito.

Só pra começar a falar do tamanho e da importância do Vasco, caso você não saiba, o time foi o primeiro time do Brasil a admitir jogadores negros e analfabetos.

Quando o futebol começou no país não era como é hoje, o esporte mais popular do pais, paixão de ricos e pobres. É só fazer uma pesquisa rápida e você vai descobrir, o futebol, quando começou, era o esporte dos estudantes ricos que estudavam na Europa. Tanto é que, Botafogo, Fluminense e Flamengo são clubes de bairros nobres do Rio de Janeiro, que no início do Século XX era a capital do país.

O Vasco é um time de subúrbio, de bairro pobre. Sei lá por que motivo os portugueses decidiram colocar o time dentro do Bairro de São Cristóvão. Pois bem, foi lá que Clube de Regatas Vasco da Gama nasceu e até hoje existe. Sempre foi grande no remo e, um dia, decidiu ser também um grande no futebol.

Quando o Vasco apareceu pro futebol, os quatro grandes do Rio eram América, Botafogo, Fluminense e Flamengo, só pra relembrar, os negros e analfabetos não jogavam futebol. Então surge o time do meu querido Vascão.

O Vasco é certamente o clube com a história mais bonita do futebol brasileiro. Não vou contar toda a história, mas vou resumir um pouco. Já era muito abuso, um time do subúrbio querer jogar de igual pra igual contra os times dos bairros nobres, mas o Vasco soube ser ousado e foi aos poucos se agigantando. O pequeno clube dos portugueses começou a incomodar os grandes. Incomodou tanto que chegaram a mudar as regras do campeonato local para que o time não participasse, não seria a primeira vez. Contra tudo e contra todos o Vasco foi crescendo. Até dar dois dos passos mais bonitos de sua história, a admissão de negros e analfabetos e a construção do seu estádio. Pra quem não sabe, é bom saber, operários que trabalharam na construção do Estádio de São Januário chegaram a ser titulares do time profissional de futebol, conquistando vários títulos.

Esse é o espírito do Vasco, que tem nome de navegador corajoso, que fez grandes descobertas, esse foi o time pequeno que se tornou um dos maiores do mundo. É um dos maiores times do mundo construído com as mãos e os pés de negros e operários. Tenho orgulho da história do Vasco.

Bem, contei isso tudo porque agora parece que as pessoas que hoje jogam futebol e comandam o futebol do Vasco não devem conhecer a história. Sinceramente, parecem estar empenhados em fazer o caminho inverso, em apequenar o Vasco e, estão conseguindo.

Levanta Machão da Gama, pára de frescuragem! Será que ainda somos um dos quatros grandes do Rio? Infelizmente estamos ficando pra trás.

Fica meu recado final, devemos nos inspirar na história do clube. Querer ser um dos quatro melhores do Rio é pouco, devemos querer o que sempre merecemos querer, ser simplesmente o melhor time do mundo. O Vasco não pode querer menos do que isso.

Casaca!

Casaca!

Casaca!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!!

Um Feliz Natal e Feliz Ano novo! Vamos esperar que seja um bom ano sem medo algum!
A very merry christmasAnd a happy new year. Lets hope it's a good one Without any fear!

FELIZ NATAL!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

O rio mais importante da minha aldeia… (homenagem a Mello Reis)

inauguraC3A7C3A3o-mergulhC3A3o-1982eduardotipottiA história do desenvolvimento está intimamente ligada aos rios, desde o início o homem se fixou às margens dos rios para ter água para lavoura e posteriormente tornaram-se importantes meios de transporte.

Alguns rios são mundial mundialmente famosos mas, vou concordar com Fernando Pessoa:

“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Aprendi com o Capitão Nascimento

cap_nasc.jpgNo último feriado, assisti fui assistir ao filme Tropa de Elite 2, não vou falar do filme, nem sobre as polêmicas, se tá certo ou tá errado. Uma coisa me chamou muito à atenção no filme, as atitudes do Capitão Nascimento ante os problemas de sua vida, pois bem, o cara devia estar deprimido mas, não estava.

domingo, 7 de novembro de 2010

Papo de futebol, em internetês

Tava aki hj olhando a tabela do campeonato brasileiro, meu Vascão coitado, totalmente equilibrado, não sobe nem desce, tem resultante igual zero. Olhando a tabela me lembrei de um vidente que no começo ano saiu cantando os resultados do campeonato brasileiro e da copa do mundo, pois eh né, teve copa e nós nem percebemos direito, nem nós nem o Dunga!

No começo do ano um vidente, que sinceramente não lembro o nome, dava os seguintes resultados na página da globo.com:

fRamenguinho tetra campeão carioca kkkkkkkkkkkk, só se foi num universo paralelo, fRuminense campeão da copa do brasil, sinceramente, nem na cabeça do Renato Gaúcho srsrss, e o foguinho, pô falta muuuuuita lenha nesse fogo, campeão brasileiro 2010, dizia o vidente. Botafogo campeão brasileiro em 2010, só se tiver Brasil em outro do lugar do planeta. E, chegou a hora do meu vascão, nessa o cara mandou bem, e eu também! srsrsrs

O cara falou e acertou, disse q o meu querido Machão da Gama não ia ganhar nada! srsrsrs

Parabéns!!!!

Sinceramente quem sabe, em 2011, algum vidente ou médium poderoso consegue o contato do polvo Paul pra dar os resultados do futebol?!

HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ÉTICA, SAÚDE E EDUCAÇÃO MOVIDOS A ENERGIA LIMPA

Já há alguns anos, no Brasil, temos visto o PV discreta e decididamente aparecer com destaque no cenário político.

Em 2005, por exemplo, Gabeira teve a raça pra bater de frente com o deputado Severino Cavalcanti, que na ocasião fazia o que bem entendia, com a benção de todos os caciques políticos do país. Isso é só pra citar uma participação importante recente.

Gostaria também de lembrar da decisão acertada da não participação da Marina nas falcatruas do governo atual. Corajosamente Marina Silva deixou pra trás o PT que merece realmente ficar lá atrás.

É fato que o país melhorou com o governo do Lula, há uma sequência de melhoras desde o governo de Itamar franco e, vai continuar melhorando a não ser que um louco, tipo o Plínio de Arruda tome o poder.

Pois bem, com o fim da ditadura foi fecundado o óvulo de um novo país. O governo do presidente Sarney foi a gravidez, uma fase de transição, você sabe que tem alguma coisa sendo gerada mas ainda não sabe de fato como vai ser quando sair dali. O Governo do Collor (Deus nos livre dele!‼) foi a primeira infância, o Brasil era uma criança birrenta, chorona, cheia de imprevistos que tiram o sono ou te acordam no meio da noite.

Veio o Itamar, engatinhamos, ficamos de pé e começamos a caminhar como nação. Por incrível que pareça ele teve a visão de um Brasil do futuro. De fato o Brasil mudou em 1994, não por causa do Plano Real, mas inclusive por causa do Plano Real.

Surfando na onda do Real veio o Fernando Henrique, que só teve o trabalho de manter durante seu mandato o que Itamar tinha idealizado. É mais ou menos aquela fase da vida da criança dos 5 aos 10 anos. Não tem muito o que fazer, ela já está um pouco independente, você cuida e se prepara, porque a adolescência está batendo na porta.

Veio a adolescência com o governo do Lula, o Brasil começa a ficar saidinho, se acha grande, o ego infla, quer mostrar que sabe, que pode, que entende de tudo. Experimenta, quebra a cara, corrige, se apaixona, odeia e se prepara para a vida adulta.

Vinte e cinco anos depois do fim da ditadura, é hora de o país ser o jovem adulto que a vida exige. É hora de percebermos que a adolescência foi boa mas fica pra trás. Agora como adultos, como homens e mulheres, não mais como meninos e meninas, temos a oportunidade de fazer uma escolha política madura.

Em 1989, tínhamos vários candidatos propondo várias idéias pro país. Hoje temos uma que propõe as melhores, temos uma candidata de vanguarda, que fala de saúde, educação e desevolvimento sustentável.

Saúde, educação e desenvolvimento sustentável, são as preocupações das maiores nações do mundo. Só pra citar uma, a Inglaterra inaugurou a maior usina eólica em alto mar do mundo. O petróleo do pré-sal e ótimo, a Petrobrás é ótima, mas precisamos ir pra frente.

A China, que hoje polui e destrói tudo, está prestes a se tornar o maior produtor de energia limpa do mundo.

O verde hoje representa muito mais do que só defender a natureza de forma poética, é questão fundamental para o país que queira ser uma potencia mundial.

É hora do país ser adulto, é hora de sermos adultos e votar na Marina, ela é Silva, é morena, é da Amazônia, é do norte, é brasileira‼!

Sem loucuras, sem besteiras, sem jogo de interesses vamos fazer desse país mais do que um país bom pra se viver, vamos fazer do Brasil um país maduro.

Vamos lá Brasil, 25 anos de idade do novo Brasil, vamos à Copa do Mundo e às Olimpíadas, sim, com saúde, educação e desevolvimento sustentável.

Hoje a letra V do PV é mais que verde é vanguarda é vida!

Vote Marina Silva, vote PV 43.

Technorati Marcas:

terça-feira, 21 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

A QUEDA DAS TORRES E A QUEDA DO VÉU.

Atualizados recentemente

O dia 11 de setembro de 2001 é a data de nascimento do Século XXI, sim, quando o mundo assistiu em tempo real as torres gêmeas caindo, estávamos na verdade assistindo ao nascimento dos tempos loucos que vivemos.

Curiosamente no mesmo mês de setembro a França aprova uma lei proibindo o uso das burcas em lugares públicos, seu uso seria permitido somente dentro de casa. Dizem estar fazendo isso em nome da liberdade da mulher. Será, liberdade da mulher de quem, de onde?

O única que liberdade que venho acompanhando crescer no presente século é a liberdade de o estado se meter na sua vida. Na vanguardista França, em nome de um estado separado da religião, primeiro proibiram símbolos religiosos em prédios públicos do governo. Até aí eu ainda consigo entender, depois proibiram que os alunos usassem símbolos religiosos nas escolas, cruzes, patuás, burcas, quipás e etc.

É neste ponto que as coisas começam a se complicar. O século passado é dividido quase que exatamente no meio pela Segunda Guerra, existia o mundo do antes e o do pós guerra. O mundo do antes da Segunda Guerra não teve muita preocupação em manter os direitos individuais, as liberdades de cada um ser o que quiser ser e, deu no que deu. Hitler fazendo o que bem entendia na Europa sem ninguém pra se meter.

O mundo do pós guerra teve que aprender a lutar pelas liberdades individuais, teve que aprender a tolerar as diferenças, precisou aprender a conviver com as diferenças, com o direito do outro, com o fato de que as culturas são diversas no mundo.

Pois bem, aí no início do atual século, no dia 11 de setembro de 2001, o ocidente e oriente médio se chocam brutalmente. Eu, pessoalmente achei o choque tão absurdo, que prometi pra mim mesmo nunca mais falar mal da religião de ninguém, da cultura de ninguém.

Agora no início da segunda década do Século XXI estamos retrocedendo. Proibir as pessoas de professar sua fé é o fim da picada. É justamente dessa forma que aprendemos a ser intolerantes. Quem assistiu ao filme carruagens de fogo, conhece a história de um pastor protestante e um judeu que disputam entre si o título de homem mais rápido do mundo. Ambos defendiam sua fé e suas convicções, ambos se respeitavam.

O que se deve aprender nas escolas é isso, dar liberdade sim, ao uso da burca, das cruzes, quipás, patuás e sei lá mais o quê. É assim que se aprende a respeitar o outro, percebendo que somos diferentes mas temos direitos iguais.

Agora lá vem a França, se achando no direito de uniformizar todo mundo, tipo naquele filme Zeitgeist, a solução que o filme propõe não é aceitar as diferenças, é acabar com as diversidades.

Ao proibir o uso especificamente da burca e de símbolos religiosos é isso que França está fazendo, está mostrando sua incapacidade de lidar com a diversidade. Além disso tudo ainda há o fato de expulsarem ciganos de seu território.

A França canta em seu hino as palavras liberté, égalité, fraternité, assim mesmo, sem tradução, somente pra eles, somente em francês para os franceses natos. Os franceses desconhecem as palavras acima citadas em outras línguas e para outros povos que não sejam eles.

Deviam saber que as três palavras sem amor não são nada, não tem significado nenhum. Liberdade sem amor é libertinagem, é desordem total, tornando-se inclusive falta de liberdade como estamos vendo. Igualdade sem amor torna-se uniformização, torna-se injustiça, fraternidade sem amor é somente uma palavra, pois não há irmãos que não se amem.

Francamente, o estado deve ser laico ou ateu? Liberdade, igualdade e fraternidade sim, para todos!

A todos a liberdade do Evangelho, como Jesus nos ensinou, a liberdade de saber que tudo me é lícito mas nem tudo me convém, a liberdade de pensar tudo que eu quiser pensar e saber que, no Evangelho, não serei apedrejado por ser diferente. Igualdade e fraternidade, assim, as duas palavras sendo aplicadas juntas em amor. Iguais como irmãos, filhos de um mesmo pai, que moram numa mesma casa, comem da mesma comida, na mesma mesa, mas são diferentes!

Não é com uma intervenção do estado que as mulheres mulçumanas vão ser mais ou menos livres. Todos os povos da Terra só serão mais livres seguindo o mandamento de Jesus, que é amar uns aos outros como Ele nos amou. Isso mesmo, o amor de Jesus por nós deve ser o parâmetro, pois o D´Ele é muito maior que o nosso.

É assim que essas pobres mulheres vão ser livres inclusive usando a burca, é assim que os ciganos poderão andar por todos cantos do mundo, é assim que devemos acolher os diferentes com amor.

É com o amor de Jesus pela humanidade que as palavras liberdade, igualdade e fraternidade são universais, compreensíveis em qualquer língua, por qualquer homem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

NOKIA, A EMPRESA DO NÃO TEM COMO E DA MENTIRA.

Coincidentemente ou não, no dia primeiro de abril de 2010, adquiri um aparelho da marca nokia, modelo 5800. O aparelho promete ser bom mas, eu não devia acreditar em tudo o que era proposto por aquele aparelho no dia primeiro de abril.
À medida que fui usando o aparelho percebi alguns travamentos e resets do aparelho, até que num domingo à noite, enquanto eu usava o aparelho, ele simplesmente desligou e não ligou mais.
Na manhã seguinte entrei em contato com a nokia, fui orientada a enviar o aparelho para a manutenção já em que em Juiz de For não há autorizada.
Acredito que após uns 10 dias o aparelho retornou, disseram que era só problema de software e, o aparelho continuou apresentando o mesmo defeito.
Enviei o aparelho 4 vezes para a manutenção e, todas as vezes ele voltou com o mesmo defeito. Antes de enviar pela terceira vez perguntei sobre a possibilidade de trocar o aparelho. A empresa me respondeu que não poderia trocar por estar seguindo as regras da empresa.
Quando voltou da quarta vez, assim que fiz a primeira ligação com o aparelho, menos de uma hora depois de tê-lo recebido o aparelho apresentou o mesmo defeito.
Entrei em contato imediatamente com a nokia e me pediram para enviar pela quinta vez, perguntei sobre a possibilidade de trocar o aparelho, mais uma vez responderam que não poderiam pelo fato de estarem cumprindo as regras da empresa.
Perguntei se havia um setor de reclamação ou alguém com autonomia para resolver meu problema mais uma vez disseram que não tem como e que estavam seguindo as regras da empresa e, que a ouvidoria entraria em contato comigo. Até hoje estou aguardando o telefonema.
Sinceramente, pra mim a primeira regra de toda empresa devia ser a satisfação do cliente mas, pra nokia não é. Certa vez comprei um celular motorola que foi trocado sem burocracia na segunda vez que apresentou defeito.
Bem, para mim, tudo o que o sac da nokia fala é uma mentira e, eles não possuem um laboratório capaz de solucionar os problemas. Nesse caso, acho que o mínimo que a empresa deveria fazer é trocar o aparelho, ou será que todos apresentam o mesmo defeto?
Usei aparelho nokia por dez anos, inclusive uma vez escapei de me machucar num tombo de bicicleta porque caí em cima do celular e o mesmo continuou a funcionar. Para mim tinha sido um ótimo teste de qualidade.
Mas parece que a nokia não preza pelo seu nome, os aparelhos já não tem a mesma qualidade e nem mesmo a empresa tem consideração pelo cliente.
Hoje me ligaram perguntando se eu ia enviar o aparelho pela quinta vez para a manutenção dizendo que iriam pedir para dar uma atenção especial. Será que das 4 vezes anteriores eles não tiveram tempo para analisar o problema?
A falta de respeito é impressionante, começa no sac, passa pela falta de cuidado com o envio e a entrega dos aparelhos, já que os correios não tem embalagens adequadas (já recebi o aparelho enrolado em jornal e até sujo por dentro).
Dos seis meses que possuo o aparelho, acho que ele já passou uns dois meses na assistência.
Depois de 10 anos usando aparelhos nokia, eu desisto, vou ficar com esse aparelho defeituoso, tomar o prejuízo e nunca mais ter um aparelho nokia.
Nokia, a empresa do não tem como e da mentira.
-Nokia?
- Não, obrigado!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brasil-sil-sil‼!



Hoje é dia 7 setembro de 2010, dia da independência do Brasil.


Ontem se completaram 24 anos da morte do meu pai, desde então eu o Brasil, ambos amados por meu pai, mudamos muito.


De fato, sou uma pessoa que gosta de guardar lembranças e, de fato, não gosto de saudosismos.


Ontem navegando no mundo virtual da internet, me vi virtualmente inserido dentro de uma convergência no espaço tempo. Instantaneamente na madrugada de seis para sete de setembro, estava eu olhando para o passado e o presente ao mesmo tempo.


Nas minhas buscas na internet encontrei uns vídeos de um programa, que me parece já extinto, do ano de 2007. Kakin Big Dog e Cumpadi Bráulio, são dois caipiras matutos que debocham do nosso cotidiano em um cenário que lembra uma velha vendinha do interior.


Conheci o Kakin quinze anos atrás, um primo de um grande amigo trouxe de Belo Horizonte uma fita k-7 demo do humorista que fazia muito sucesso. O mundo ainda não estava na velocidade das informações imediatas mas, instantaneamente comecei a rir das músicas bestas daquela fita. O sotaque carregado e a voz do humorista davam um tempero especial, uma autenticidade às letras.


Bem, o tempo não é linear, nem eu o serei neste texto. Vamos ao ano de 2007, lá estão os dois humoristas, tipificados como caipiras que riem e debocham do nosso cotidiano, com piadas simples e inteligentíssimas falam do nosso Brasil atual, temas como gerundismo, inglês, aeroportos, enchentes, o brasileiro, este é o mundo caricaturado por eles. É mais que engraçado olhar para aquela cena, de um tempo que as pessoas observavam a vida. Realmente como o caipira que ficava na venda, como o menino que ficava na rua, os dois ficam ali observando a vida, observando com inteligência e senso crítico, não na passividade da preguiça.


Hoje é dia da independência do Brasil, um país totalmente diferente de quando eu nasci e de quando meu pai morreu. Eu nasci em plena ditadura, no ano de 1977, meu pai morreu no início da retomada da democracia em 1986. Quando ele morreu, um dia antes daquele sete de setembro, era um homem que sonhava com um novo Brasil eu, sou testemunha deste novo Brasil.


São muito distintos, o Brasil sonhado por meu pai e o Brasil do qual sou testemunha. Hoje falamos e falamos de prosperidade, sucesso, vitória, carreira milhões, carros importados, etc. No tempo do meu pai falava-se de ser livre, de sermos orgulhosamente brasileiros. Não há nada de errado com a riqueza, o que não podemos de esquecer nunca é de onde viemos.


Este é o novo Brasil, do presidente operário que meu pai admirava, um país de perfumes caros, de muitas faculdades particulares, milionários instantâneos, onde falta mão-de-obra para serviços menos qualificados, tenho a sensação de que falta pouco tempo, para que como as americanas, nossas donas de casa comecem a contratar empregadas estrangeiras. Este é o novo Brasil, uma economia nova e emergente, que se orgulha do seu petróleo, das sandálias que antes calçavam os pés dos pobres e hoje circulam no mundo vip.


Outro dia, numa aula da faculdade, o professor disse que ainda não somos uma economia madura como a da Europa. Também pudera, não somos nem mesmo um povo maduro. Somos um povo adolescente, em plena puberdade, dando vazão a todos os desejos hormonais. Temos a arrogância típica da adolescência de pensar que sabemos tudo, que podemos tudo. Somos os adolescentes que quando crianças não vivemos as dificuldades dos pais e não sabemos dar valor ao que temos.


Não sofremos o horror de guerras em nosso território, nem de invasões, nem terremotos, nunca uma grande tragédia se abateu sobre este país. No entanto, países maduros, como os europeus e asiáticos, sofreram, superaram e aprenderam com grandes tragédias durante sua história.


É ótimo ser o Brasil que somos hoje, gosto de poder ter meu celular, meu notebook, meus perfumes favoritos, minha bicicleta, gostei da festa de casamento da minha irmã, gosto e amo os amigos que tenho, as facilidades de se encontrar. Gosto da minha moderna faculdade, da cidade onde vivo (apesar de querer não querer ser enterrado aqui), gosto da igreja que frequento, sou sinceramente grato a Deus pela minha vida. Mas, não quero nunca me esquecer dos dias em que minha mãe servia rins de boi com legumes no almoço, não quero nunca deixar de me lembrar do aroma do sabor deliciosos da sopa de fubá com ovo cozido do jantar.


Hoje na nossa vida de adolescente pagamos caro por uma porção de jiló (blerrrgh!) no mesmo bairro onde meu pai e seus amigos, no seu happy-hour, tomavam cerveja e comiam queijo parmesão servido sobre papel de pão.


Gosto do Brasil atual sim, mas que não nos faltem os caipiras filósofos para nos lembrar sempre de quão bestas podemos ser.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quanto vale?

  Outro, andando pela rua e escutando mp3, comecei a pensar na nossa atual relação com as coisas que consumimos, principalmente arte.

Antes do mp3 era totalmente diferente ouvir música, tínhamos momento de ouvir música intimamente, no máximo se ouvia na rua usando uma fita cassete mas, mesmo assim ainda era um momento de aproveitar aquela horinha com o artista.

Ter um disco, uma fita, e até mesmo um CD, era como ter um pedaço da obra do artista, era como ter um quadro ou uma escultura em casa. Agora mudou tudo, tem-se a música, muita informação sobre o artista, muito contato virtual e só!

Tudo é descartável, a música fica armazenada o tempo que dura o sucesso do artista, assim como os arquivos digitais as músicas não mais se perpetuam.

O mesmo vem acontecedo com os livros, tudo digitalizado, enormes bibliotecas armazenadas em pequenos computadores. Só o conteúdo importa, só o momento da obra importa.

É estranho, a música, os livros, os jornais, já não são aqueles mesmos amigos paupáveis que nos acompanhavam nas praças, na praia, na fila, já não temos o diário fechado, amigo fiel do fim do dia.

Agora é assim, no século XXI é tudo virtual, música, livros, diários, lojas e amigos.

Estranho século este XXI, iiii, rsrsrsrsr, tanta interatividade e pouca intimidade.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Grandezas e pequenezas…

É possível ser pequeno o bastante pra ser quase zero, quase nada, quase insignficante, é possivel ser nada ou quase nada. Não há limites para o quão pequeno se possa ser.

É impossível por maior que seja, ser tão grande quanto o infinito, é impossível por mais numeroso que seja, por maior tamanho que se tenha chegar perto do infinito…

Quão pequenos somos, ainda queiramos ser grandes!

Velhos ideais num novo coração

Surgem e renascem, com força, amor e incontrolavelmente velhos ideais, velhos sentimentos num novo coração.

Lc 3.; Hb 13:1-3; Tg 1:17-18.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Segunda-feira à noite

Hoje cheguei em casa decidido, a fazer uma coisa que há muito não faço por minha vontade, às vezes por necessidade. Hoje eu não vou estudar, não vou trabalhar, não vou contar, calcular, nem mesmo pensar!Vou simplesmente orar, deitar e sonhar...

sábado, 10 de maio de 2008

No Século XXI a música seria assim - 01

Fala aeh galera!!!
Sabe aquela música que fez muito sucesso no século passado, quando as pessoas iam nas casas umas das outras, não tinha internet, msn, orkut ou celular, e você anotava telefones num pedaço de papel?
Pois é, como ela seria se fosse escrita hoje, no "plugado" Século XXI?
Vou começar essa nova seção com a música "Eu Sei", do Legião Urbana, uma que é um ícone do fim do Século XX no Brasil e mesmo eu não sendo muito fã marcou minha adolescência.

Primeiro a versão original:

Eu Sei
Legião Urbana
Composição: Renato Russo


Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...

Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também...

Eu sei! Eu sei!...
Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...

A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias...
Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei! Eu sei!...

Versão do Século XXI:

Sexo virtual
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...

Não quero lembrar
Eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem tem perfil fake
Não quero lembrar
Eu tenho um também...

Eu sei! Eu sei...

Feche a porta
Do seu quarto
Entre no msn
Pode ter alguém
Com quem vc quer teclar
Por horas e horas e horas

O dia chegou(na rave)
Talvez tenhamos que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero o seu celular
Orkut e msn

Somos pássaro novo
Numa reserva ambiental

Eu sei! Eu sei...

domingo, 4 de maio de 2008

Guerra Morna

Houve um tempo, não muito distante, logo ali no Século XX. Há menos de dez anos sabíamos porque lutar, amar, odiar, separar, juntar. Sabíamos quais eram as fronteiras, idéias, governos, regimes e ideais que nos uniam e separavam.
Era melhor, era pior? Difícil dizer, difícil reviver o passado e as sensações.
Fato é que hoje, ais do que dividir, fragmentamos o mundo. Todos ouviram mas ninguém viu quem deu o primeiro tiro. Esse primeiro tiro era de festim, era fatal, acertou, errou? Não importa, nos tornamos todos vítimas e assassinos.
Vivemos hoje num mundo retalhado, paranóico, aterrorizado, sem saber onde estão os amigos e os inimigos, os vilões e os heróis.
Bons eram os tempos das guerras quentes e da guerra fria, que matavam muito menos do que esta guerra morna de hoje!