sábado, 10 de maio de 2008

No Século XXI a música seria assim - 01

Fala aeh galera!!!
Sabe aquela música que fez muito sucesso no século passado, quando as pessoas iam nas casas umas das outras, não tinha internet, msn, orkut ou celular, e você anotava telefones num pedaço de papel?
Pois é, como ela seria se fosse escrita hoje, no "plugado" Século XXI?
Vou começar essa nova seção com a música "Eu Sei", do Legião Urbana, uma que é um ícone do fim do Século XX no Brasil e mesmo eu não sendo muito fã marcou minha adolescência.

Primeiro a versão original:

Eu Sei
Legião Urbana
Composição: Renato Russo


Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...

Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também...

Eu sei! Eu sei!...
Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...

A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias...
Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei! Eu sei!...

Versão do Século XXI:

Sexo virtual
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...

Não quero lembrar
Eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem tem perfil fake
Não quero lembrar
Eu tenho um também...

Eu sei! Eu sei...

Feche a porta
Do seu quarto
Entre no msn
Pode ter alguém
Com quem vc quer teclar
Por horas e horas e horas

O dia chegou(na rave)
Talvez tenhamos que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero o seu celular
Orkut e msn

Somos pássaro novo
Numa reserva ambiental

Eu sei! Eu sei...

domingo, 4 de maio de 2008

Guerra Morna

Houve um tempo, não muito distante, logo ali no Século XX. Há menos de dez anos sabíamos porque lutar, amar, odiar, separar, juntar. Sabíamos quais eram as fronteiras, idéias, governos, regimes e ideais que nos uniam e separavam.
Era melhor, era pior? Difícil dizer, difícil reviver o passado e as sensações.
Fato é que hoje, ais do que dividir, fragmentamos o mundo. Todos ouviram mas ninguém viu quem deu o primeiro tiro. Esse primeiro tiro era de festim, era fatal, acertou, errou? Não importa, nos tornamos todos vítimas e assassinos.
Vivemos hoje num mundo retalhado, paranóico, aterrorizado, sem saber onde estão os amigos e os inimigos, os vilões e os heróis.
Bons eram os tempos das guerras quentes e da guerra fria, que matavam muito menos do que esta guerra morna de hoje!